Fazenda Rubaiyat
DA FAZENDA PARA O PRATO

O segredo de um bom bife começa no pasto. "Quando trabalhava na churrascaria A Cabana, os clientes reclamavam que a carne não tinha padrão de qualidade. Então resolvi ir para a Argentina conhecer as carnes, e elas eram melhores que as brasileiras - isso, há 40 anos. Foi então que eu percebi que, se quiséssemos uma boa carne, teríamos que ter o boi'', diz Belarmino Iglesias.

Criada em 1968, a Fazenda Rubaiyat, em Dourados (MS), seleciona brangus desde 1988, somando a qualidade do gado abeerden-angus, de origem escocesa, à rusticidade do Brahman (indiano). O trabalho genético, desenvolvido em parceria com o grupo argentino Cabaña Las Lilas, resulta em animais de sangue avançado, precoces e de elevada conversão de peso. Las Lilas traz uma experiência de mais de 70 anos na seleção de raças bovinas européias, com produção anual de cerca de 4 mil touros a pasto.
Além da carne brangus, a fazenda cria o frango caipira (label rouge), javali e uma linhagem especial de suínos (baby-pork). Todos os animais são criados soltos, com alimentação natural a base de cereais e muito verde.

Esta integração permite oferecer aos clientes dos restaurantes carnes com denominação de origem, com total controle de qualidade. É a experiência dos restaurantes que orienta todo trabalho de melhoramento genético desenvolvido pela fazenda.
A fazenda produz anualmente 10 mil cabeças de brangus, 2.800 leitões (um produto híbrido abatido aos 21 dias de vida), 1.800 javalis e 48.000 frangos caipiras. Os cortes nobres bovinos - alcatra, picanha, t-bone, contrafilé, master beef e baby beef - seguem de caminhão refrigerado para os restaurantes do grupo, e os 80% restantes são revendidos a frigoríficos.
Nos últimos anos, começou a produção do Kobe Beef, carne macia e saborosa que provem da raça japonesa Wagyu.
 

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